terça-feira, 7 de junho de 2011

Instrumentos de Corda

História

O primeiro instrumento de corda do qual se tem conhecimento é o Arco musical cuja origem é situada entre 35 e 15 mil anos a.C. Os instrumentos de corda tensionada mais antigos registrados são nove liras e três harpas encontradas numa tumba em Ur na Mesopotâmia datando de 2.600 a.C.
Pinturas em paredes e efígies em cerâmica, madeira ou metal indicam a presença de tais instrumentos em época próxima no Egito Antigo e em ilhas do Mar Egeu. As representações dão a enteder que as liras tinham funções musicais de caráter religioso ou poético, enquanto que as harpas visavam o entertenimento e o erotismo.
Os instrumentos que deram origem aos modernos violino, violão, guitarra, violoncelo se origiram do alaúde, utilizado inicialmente por pastores, que surgiu em época posterior.
Os instrumentos de cordas são importantes na história da música ocidental pois foi com um instrumento constituído de uma única corda, o monocórdio, que os filósofos e matemáticos da escola pitagórica descobriram todos os princípios matemáticos que regem os intervalos, escalas e a harmonia, dando origem ao estudo da teoria musical há mais de dois mil anos.


Princípio de funcionamento

O estudo dos instrumentos de corda está baseado na teoria das ondas estacionárias, ou seja, na freqüência das ondas sonoras que as cordas emitem. Essas freqüências naturais dependem de três fatores: a densidade linear das cordas (a massa da corda dividida pelo seu comprimento), o módulo da tração a que elas estão submetidas (se a corda está mais apertada ou frouxa no braço do instrumento) e o comprimento linear da corda. Isso significa que podemos alterar a altura das notas e sua afinação ao variar qualquer uma dessas características: Se duas cordas possuem a mesma densidade e comprimento, a que sofrer maior tensão produzirá notas mais agudas. Cordas mais longas produzem notas mais graves que as mais curtas. Cordas mais grossas (com maior densidade linear) produzem notas mais graves que as mais finas. Os instrumentos utilizam variações dessas características para definir a freqüência fundamental de cada corda. Há instrumentos em que todas as cordas têm o mesmo comprimento, mas a tensão e espessura variam, como a guitarra. Em outros todas as cordas têm a mesma espessura e somente o comprimento e a tensão variam, como em algumas liras e cítaras. Há ainda aqueles em que as três características variam de corda a corda para obter toda a extensão do instrumento, como o piano.
Há uma grande variedade de formatos, tamanhos, quantidades de cordas e maneiras de executar instrumentos de cordas, mas o que todos têm em comum é que as cordas são estendidas entre dois pontos de apoio (normalmente chamados de cavaletes) e tensionadas de modo que a maior parte do seu comprimento fique livre para vibrar. Em alguns casos a tensão é dada pelo próprio corpo do instrumento e não é possível controlá-la para alterar a afinação, como é o caso do Berimbau. A grande maioria possui, no entanto, algum mecanismo de controle da tensão das cordas, por parafusos, cravelhas ou alavancas.

Foto de um violino Stradivarius
Devido ao pequeno volume sonoro que a vibração de uma corda produz, a maioria dos instrumentos de cordas têm uma caixa acústica que amplifica o som produzido, como o caso do violino, da viola, do violoncelo, do contrabaixo e do violão. Alguns instrumentos não possuem caixa de ressonância e necessitam de amplificação externa, como a Guitarra elétrica e o Baixo. A amplificação também pode ser obtida pela aproximação do instrumento de corpos ocos e, em alguns casos, o próprio corpo do executante, como a boca ou a caixa torácica. Outros ainda permitem a remoção da caixa de ressonância sem que isso prejudique substancialmente o som.
Grande parte da qualidade sonora dos instrumentos de cordas depende da combinação entre as cordas e a caixa de ressonância. Por suas características ressonantes a caixa de ressonância é, na maior parte dos casos feita de madeira. A madeira e os espaços de ar no corpo de um violino, por exemplo, são essenciais na produção de um som com qualidade. Um bom violino tem a virtude especial de vibrar fielmente com cada corda e nas diversas alturas, mesmo nas mais agudas. Um violino deficiente altera as vibrações, aumentando algumas e omitindo outras. O formato e quantidade das aberturas da caixa de ressonância também contribuem para reforçar os harmônicos desejáveis e absorver os indesejáveis.

Tipos de Instrumentos de cordas

Cordas Pinçadas

Nestes instrumentos a corda vibra ao ser pinçada ou tangida com os dedos, unhas, plectros ou palhetas

Instrumentos com braço

Estes instrumentos possuem um braço com ou sem trastes onde o músico controla o comprimento relativo das cordas para variar a afinação das notas.
  • Alaúde
  • Baixo
  • Balalaika
  • Bandola
  • Bandolim
  • Banjo
  • Cavaquinho
  • Charango
  • Craviola
  • Dobro
  • Guitarra
  • Guitarra elétrica
  • Guitarra portuguesa
  • Sangen
  • Siamise ou shamisen
  • Ukelele ou guitarra havaiana
  • Viola caipira
  • Viola de doze cordas
  • Violão
  • Violão de 7 cordas
  • Lap Stell
  • Lavem'marak
  • Lavem'marak de marfim

Instrumentos com cordas de tamanho fixo

As cordas têm comprimento fixo e cada corda só pode produzir uma nota
  • Autoharpa
  • Cítara
  • Harpa
  • Lira
  • Kantele
  • Koto
  • Moodswinger
  • Saltério

Corda pinçada com auxílio de um teclado

Nestes instrumentos um teclado movimenta uma haste com um plectro que tange a corda ao passar por ela.
  • Cravo
  • Virginal
  • Espineta
  • Claviarpa

Cordas friccionadas com arco

O som é produzido pela fricção de um arco transversalmente às cordas.
  • Contrabaixo
  • Rabeca
  • Rebab
  • Viola
  • Viola de gamba
  • Violino
  • Violoncelo ou Cello

Cordas percutidas

As cordas são percutidas (batidas por baquetas ou martelos controlados por teclados).
  • Berimbau - com baqueta
  • Clavicórdio - com teclado
  • Dulcimer - com baquetas
  • Eufônico - com teclado
  • Piano - Com teclado
  • Whamola - Com baqueta
  • wertlre - com baqueta

Cordas sopradas

As cordas são accionadas pelo movimento do ar. São extremamente raros, mas como exemplo pode-se citar a harpa eólica (ou harpa eólia).

Fonte:Wikipédia

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